Quando as pessoas que não gostam de futebol decidem, do alto da sua ignorância, questionar a razão da popularidade do desporto-rei, têm no evento de sábado a resposta: aficionados de diferentes perfis, culturas e credos clubísticos, juntaram-se num evento que só tinha um denominador comum: a bola nos pés. Embora nalguns casos esses pés tenham sido autênticos cotos, no final das épicas 12 horas ficou claro que se todos os povos dessem a mesma importância ao futebol, haveria menos guerras, mais fome e uma subida em flecha dos problemas conjugais a nível global.
Parabéns à organização! Grande iniciativa, posta em prática com elevados níveis de profissionalismo e uma dedicação que só se percebe por se tratar de futebol.
Parabéns aos participantes, adversários mas também camaradas! Apesar dos urros típicos destes acontecimentos, fica a sensação que a coisa podia ter azedado se não tivessem sido respeitadas as diferentes sensibilidades. Mais uma lição que a Suburbia Cup deu ao mundo!
Quanto à minha participação, foi claramente de menos a mais... Ficou a ideia de que se não tivesse andado a brincar nos primeiros dois torneios (quem joga all attack durante grande parte dos jogos e, depois, com o Sporting, não pode ser acusado de ser cauteloso), teria saído com um caneco, pelo menos.
Uma palavra para o meu único carrasco da noite: o campeão Miguel. Tem um estilo de jogo com o qual continuo a ter dificuldades em lidar. Mas o último jogo foi um épico que colocou o merecido ponto final no torneio: dois jogadores a darem tudo por tudo, a deixarem a pele em campo e sempre com momentos sublimes de futebol! Ficou a ideia de que mais dez minutos de jogo e continuaríamos a trocar golos... Ganharia quem conseguisse ser mais rápido a chegar à vantagem... Os adversários mereceram-se e explicaram porque, como dupla, roçam a solidez de uma bigorna...
Uma última referência a Ragazzi: a sua prestação ensina-nos muito... Quem muito fala, pouco ganha... e muitas vezes cai no rídiculo. Tenho pena de não o ter defrontado... sobretudo nos últimos torneios, quando estivemos ambos no nosso melhor... seria um autêntico massacre!
Já Adriano, o organizador... a sua prestação prova que é o seu maior inimigo...
segunda-feira, 22 de outubro de 2007
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